• Rodrigo Goncalves

Dinheiro! A raiz de todos os males?

Outro dia um amigo me mostrou um vídeo no qual uma pessoa queimava dinheiro em uma festinha. Infelizmente (ou felizmente), não tenho o vídeo para compartilhar aqui. Mas acredite, você não precisa assistí-lo.


Foi chocante. Passei pelos 5 estágios da perspectiva da morte ao assistir o vídeo no qual dinheiro era queimado em clima de festa.


Negação

Primeiro não acreditei que era verdade. Olhei com atenção novamente . "Não pode ser!", pensei. Quem faria isto? Deve ser dinheiro de mentira ou algum outro papel. Mas observei com cuidado para a cor da chama, a reação das pessoas, o ambiente. Tudo na imagem indicava a veracidade do fato.


Meu intelecto estava brigando com meu coração.


Raiva

Fiquei muito p*&%. Imediatamente me veio na mente as pessoas que conheço que trabalham duro e pesado para ganhar R$50 em um dia!


Depois lembrei-me do épico discurso de Francisco D'Anconia sobre o dinheiro ser a raiz de todos os males, no livro A Revolta de Atlas, de Ayn Rand. "Money is the barometer of a society’s virtue". Aquele vídeo era uma medida das desvirtudes da sociedade brasileira.


Barganha

Considerei então que o dinheiro era dele e que ele poderia fazer o que quisesse. Afinal, dinheiro é uma ferramenta. Um instrumento com o qual, voluntariamente, trocamos uma fração de nosso tempo, por uma fração do tempo de outras pessoas. Se cinquenta reais do tempo dele não valia nada, problema dele!


Na sequência eu fiz contas rápidas de cabeça: ao queimar o dinheiro, ele gastou R$50 pra um showzinho de um minuto. A uma taxa de R$50/min, uma festa de 4 horas custaria R$12mil. "Tanta gente gasta mais do que isto!" - pensei.


Por fim delirei: "Além disto, o dinheiro deve ser oriundo do tráfego de drogas. Ele não paga impostos. Esperto ele que pode queimar seu próprio dinheiro. O meu é usurpado pelo governo que guarda para si o direito de queima-lo com festas que não participo, como por exemplo, shows financiados pela lei Rouanet".


Depressão

Fiquei envergonhado com meu último pensamento delirante de barganha. Lembrei quanto eu estudo e trabalho. Questionei-me: "Quanto vale meu tempo? E todos os riscos que corro como empreendedor? Quantas pessoas estão comigo nesta caminhada: amigos, clientes, parceiros, sócios, empregados?"


Lembrei-me então de um vídeo super divertido que assisti outro dia (Guan Jondred Dollar) que mostra como dinheiro em circulação é vida. Queimar dinheiro é estagnação e morte.


Fiquei triste pelo rapaz, que não tinha consciência do desrespeito, irresponsabilidade e criminalidade de seu ato. Triste por ver o nível de alienacao e descompromisso de uma pessoa, vivendo em um mundo de ilusões que, em última instância, só levará ao sofrimento.


Fiquei triste pelo Brasil, pelos brasileiros que financiam farras como esta. Nosso dinheiro é usurpado em forma de impostos ou inflação a pretexto de "justiça social" ou "igualdade", e depois queimado na chama da incompetência ou corrupção.


Fiquei triste por mim, por não saber o que fazer.


Aceitação

Em fim refleti que estar encarnado aqui no planeta Terra é mais ou menos como ter uma conta no Twitter: todas as almas falam com o mesmo volume.


Agradeci a Deus por me dar a oportunidade ter acesso àquele vídeo e poder aprender com o erro de um terceiro.


Assim como no Twitter, o volume de cada voz é ajustado pelo ouvido de quem ouve, e pelos olhos de quem vê. Coloquei então aquela experiência em seu devido lugar na minha mente e segui em frente. Para meu amigo que me mostrou o vídeo eu disse: "coitado do rapaz". Ele não entendeu porque eu disse isso.


Quem sabe um dia o autor do vídeo encontre meu post e pare para refletir um pouco. Ficaria super feliz se meu blog o ajudasse de alguma forma.


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