• Rodrigo Goncalves

Produtores e parasitas

Atualizado: 12 de Jul de 2020


Trabalhador é quem trabalha e gera valor. Trabalhar é condição sine qua non para viver e ser feliz.


Se você acha que felicidade é estar em um estado zen-estático-contemplativo-passivo ou no desfrute eterno de riquezas materiais, saiba que você está errado e que isto não existe. Mais ainda, estar em tais condições é imoral.


O objetivo da vida humana é buscar progresso e felicidade através do uso da razão. Tudo o que atenta contra este objetivo básico da vida humana é imoral. Este código de ética objetivista, proposto por Ayn Rand [1] é a chave para a felicidade na Terra e uma ponte perfeita com a filosofia Espírita, proposta por Allan Kardec [2].


Segundo as duas filosofias, viver sem buscar o progresso espiritual, material e intelectual é viver sem propósito e auto-estima, é ter uma vida miserável e infeliz.


Obviamente momentos de relaxamento e prazer são importantes e necessários para a saúde física e mental. Estes momentos, quando conquistados de através do trabalho, são sim momentos importantes de felicidade e progresso.


Os espíritas sabem bem que a realidade do mundo espiritual é trabalho contínuo. O plano espiritual não é um paraíso idílico de contemplação angelical. É um local de trabalho e progresso.


Trabalhar é um processo de transformar o pensamento racional em valores que sustentem a vida. É o que nos diferencia dos outros animais da natureza pois somos os únicos cuja a consciência controla a existência.


Trabalho não é necessariamente um processo físico. Obter lucros com especulação em bolsa de valores, por exemplo, é um trabalho intelectual e que exige grande investimento em conhecimento e enorme disposição para correr riscos. O valor absoluto dos bens materiais consquistados não é determinante . A felicidade está no movimento do trabalho. Na realização da transformação do mundo e de si mesmo.


Há somente duas formas de se ter o sustento para a vida:

  1. viver de valores criados por você;

  2. viver de valores criados por outros.

A segunda opção não tem nada a ver com "exploração do trabalhador" ou com luta de classes. O conceito de que o empregador explora o empregado é mesquinho, invejoso, errado e resultou em filosofias que já causaram muitas milhões de mortes trágicas no mundo. O empregador é um trabalhador que muitas vezes corre mais riscos e trabalha mais do que todos seus empregados juntos. No capitalismo moderno a relação entre empregado e empregador é uma relação de troca em que as duas partes se beneficiam.


Viver do valor criado por outros é parasitar. seja pedindo ou tomando, de forma explícita ou velada. É viver de segunda mão, saqueando e sufocando aquele que o mantém vivo.


O trabalhador origina (cria), converte pensamento em algo de valor. Ele se preocupa com a conquista da natureza e do mercado. Vive para o trabalho e para si mesmo. Vive para se manter e manter seu núcleo familiar.


O parasita toma de terceiros. Ele se preocupa com a conquista de pessoas. Vive para os direitos de seu emprego e não para gerar valor através do trabalho. Há ainda aqueles que vivem vendendo facilidades de dificuldades que eles mesmos criam, sozinhos ou em bando, corporativamente.


Há casos óbvios como crianças, idosos e deficientes físicos e mentais, em que a célula familiar é a responsável por gerar o sustento para o indivíduo. Em todos os outros casos, viver do valor gerado por um terceiro é um parasitismo imoral.


O Capitalismo é um sistema de trabalhadores para trabalhadores e que é constantemente atacador por parasitas que querem pegar carona e ter uma vida sustentada por outros.


Olhe ao seu redor: quem são os parasitas na sua família, no seu trabalho, na sua profissão, na sua cidade, no seu país? Até quando você vai sustentá-los?


Olhe ao seu redor: você é um parasita?


R.



[1] - Ayn Rand Institute: http://www.aynrand.org

[2] - Allan Kardec: http://www.allankardec.org


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